Ciel Phantomhive era um jovem de doze anos do qual possuía uma respeitável posição social devido o fato de ser dono do maior império de brinquedos da Época Vitoriana, isto é, a companhia Funtom. No entanto, este sentia-se solitário e tinha o forte desejo de ter um amigo.
Ciel tinha, como qualquer membro da nobreza,um mordomo, do qual chamava-se Sebastian. Este era bem íntimo de seu patrão, que o considerava confiável.
Assim, surgia um vínculo amigável entre ambos, do qual tornava-se mais intenso conforme o tempo.
Apesar disso, a tristeza de Ciel aumentava cada vez mais, acabando por interferir em seu desempenho, ou seja, seu estado emocional enfraqueceu-o ao ponto de piorar a qualidade de seus produtos, levando a companhia Funtom a falência.
Com isso, o jovem começou a ter problemas financeiros e decidiu recorrer à ajuda.
- Do que precisa, Milorde?- perguntou Sebastian
- Como posso recuperar a Funtom?
- Faça os brinquedos que a sociedade quer, Milorde.
- Mas... Como assim?
- Analise a sociedade e suas preferencias. Não creio que seja difícil.
- está bem...
Ciel não compreendeu muito bem as palavras de Sebastian, do qual arquitetava um plano em sua mente.
Algumas horas depois, decidiu fazer algo. Usou seus poderes demoníacos e entrou na mente das pessoas, fazendo com que elas voltassem a loja.
O que o assustava era o fato de que não estava fazendo isso por obrigação, porém por amor. Um sentimento genuíno por Ciel.
Sebastian sabia que apaixonar-se por um rapaz mais jovem do que ele era um ato imoral, inaceitável e repugnante aos olhos da sociedade. No entanto, simplesmente aconteceu.
Ciel voltou para casa e percebeu que seu império de brinquedos havia voltado a seu alto status. Não compreendeu o que havia acontecido, e acabou perguntando a Sebastian.
- o que você fez?
- Milorde- respondeu Sebastian- eu fiz o que um amigo precisa fazer...
- MAS... SEBASTIAN...!!
- Shhh- respondeu o mordomo, beijando-o - apenas aproveite o momento
- O que está fazendo?!
- Nada mais do que a minha obrigação, isto é, obedecer as suas ordens, Milorde. Sei que você está sentindo-se solitário. Por isso, faço isso.
Ciel corou e riu. Ficou um pouco envergonhado.
- Por que faz isso, Sebastian...?
- É para isso que servem os amigos.
- Você é meu amigo?!
- Sim, Milorde.
Naquele momento, Ciel sorriu pela primeira vez há anos. Sebastian apreciou aquilo e ficou bem satisfeito com o que havia feito.
Fim

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